Acompanhamento da doença hepática
O desenvolvimento de técnicas laboratoriais e de exames de imagem, e o desenvolvimento de vários métodos sorológicos não - invasivos para se detectar doenças adquiridas, nos permite atualmente acompanhar a evolução da doença hepática com segurança.
Exames necessários para acompanhar a doença hepática:
Exames laboratoriais
Testes para analise da função hepatica (3 a 6 meses)
AST (TGO) transaminase glutaminica oxalicética ou transferase amino aspartato.
ALT (TGP) = amino alanina transferase
FA = fosfatase alcalina.
GGT - gama glutamil transpeptidase
As células do fígado armazenam após produção AST, ALT e GGT dentro delas. Quando uma célula morre ou está afetada, as enzimas se espalham no sangue fazendo com que o nível delas aumente, permitindo que se saiba se as células analisadas estão sadias ou não.
O ALT é mais específico de doenças hepáticas do que o AST, pois o AST é produzido em outras lugares também (intestino, coração,músculo, etc.
A GGT e a FA são mais conhecidos por ser mais específicos de doença biliares, já que são produzidos pelas células do ducto biliar. Em doenças do fígado causadas por excesso de consumo de álcool, o AST tende a se mostrar alterado e mais elevado do que o ALT, enquanto que o reverso é verdadeiro para hepatites virais. No entanto esta generalização às vezes não é correta para este caso específico.
Albumina, Bilirrubina, Tempo de Protombina (TAP + INR) são mais reais para se medir as funções, mas os fatores clínicos devem sempre ser levados em consideração.
Bilirrubina
A bilirrubina é um sub-produto da hemoglobina, substância no sangue que carrega oxigênio. Normalmente quando as células do sangue envelhecem, são captadas e destruídas pelo baço. Quando isso ocorre, a hemoglobina deve ser “partida” no fígado e transformada em bilirrubina para poder ser eliminada. Eventualmente, a bilirrubina é excretada pela bile e eliminada através das fezes.
O que ocorre quando a Bilirrubina está elevada?
Quando o nível de bilirrubina se eleva para 3mg/dl (em media), as partes brancas dos olhos se tornam amareladas (icterícia) a urina fica escura e a pele fica amarela (amarelão). Pacientes que apresentam altos níveis de bilirrubina, podem também ter “coceiras”.
Exames adjuvantes de seguimento da doença hepática
Hormônios tiroidianos-TSH, T4 livre
Alfafetoproteina( marcador tumoral)- em determinados valores, acima de 200 ng/dL podem sugerir a presença de nódulos tumorais.
Exame de imagem ( a cada 3 a 6 meses)
Ultrasson de abdome supeior com Doppler de veia porta
Avaliar a textura hepática, sinais de hipertensão portal, presença de nódulos ou ascite.
Tomografia Computadorizada ou Ressonância de abdome superior: nos casos de investigação de nódulos que possam sugerir displasia.